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junho de 2009
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Prevenção ao uso de drogas
Crack, nem pensar
quinta-feira, junho 04 2009 - 10:47

Só por hoje eu não quero mais chorar,
Só por hoje eu não vou me destruir,
Posso até ficar triste se eu quiser.
É só por hoje, ao menos isso eu aprendi.
Renato Russo

 

                Sou ativista da prevenção ao uso de drogas há 16 anos. Fui pioneiro na implantação de programas e palestras de prevenção ao uso de drogas nas escolas do Rio Grande do Sul. De lá para cá, apesar de todos os esforços feitos por diversos profissionais e entidades, tenho acompanhado a escalada do uso de substâncias que alteram o comportamento. Até a alguns anos atrás, o álcool, a maconha e a cocaína eram o foco de nossas maiores preocupações com relação à prevenção e ao tratamento de dependentes químicos. Aos poucos, com uma voracidade gigantesca, outra droga foi se incorporando ao cenário de consumo dos nossos jovens, até adquirir proporção de verdadeira epidemia: o crack.

                Muitas razões surgiram para tentar explicar a explosão de consumo desta droga: o preço ilusoriamente baixo (apesar da pedra sair por cerca de R$ 5,00 em pouco tempo o usuário precisa fumar de 20 a 30 pedras por dia), a facilidade de acesso a droga (pode ser encontrada tanto nas vilas quanto nos bairros nobres de nossas cidades), e a rapidez com que a droga chega ao cérebro (cerca de 12 segundos). O caminho entre a experimentação e a dependência é muito rápido, causando um aumento assustador da criminalidade entre os usuários e em toda sociedade.

                Por isto, saudamos o Grupo RBS pela campanha Crack, nem Pensar. Mobilizar a sociedade gaúcha e trazer para o debate os mais diversos setores só poderia ser conseguido através de uma empresa com a credibilidade e a responsabilidade social da RBS. Bandeiras empunhadas há tantos anos por pessoas ligadas a prevenção e a recuperação de dependentes químicos estão agora sendo erguidas por grande parte de nossa sociedade, que está aderindo de corpo e alma na campanha.

                Um dos grandes problemas enfrentados pelo Projeto Cara Limpa no início dos anos 90 foi o de convencer as pessoas que o assunto não poderia ficar na mão de meia dúzia de “especialistas” da área da saúde e da área de segurança. Falar sobre drogas com nossos jovens tem que ser uma experiência enriquecedora, por pessoas com as quais eles se sintam identificados e que produzam a sensação de credibilidade. Por isto a prevenção em casa e nas escolas é tão importante.

                É na família que a prevenção ao uso de drogas pode ser mais eficaz. Pais e mães de bom senso sabem que uma das tarefas na arte de educar os filhos é conversar e orientar sobre este assunto com nossas crianças.

As grandes questões são como e quando fazer isto.

O medo de despertar uma curiosidade precoce leva muitos pais a adiar este momento, e via de regra isto acaba resultando em crianças e adolescentes com informações fragmentadas e desencontradas, quando não seduzidas pelo desejo da experimentação depois de escutar relatos de amigos e colegas que já experimentaram algum tipo de substância.

A resposta para o quando é o mais cedo possível: segundo Peggy Mann, autora do antológico livro “Twelve is too old” (Doze anos já é tarde), deve-se abordar crianças com 9 anos de idade, e algumas vezes até menos. Cada pai e cada mãe encontrará a maneira mais apropriada de abordar este assunto: alguns vão inseri-lo já nas estórias de ninar (pode-se por exemplo criar um enredo onde um menino toma uma poção que o deixa mais forte e mais rápido, mas que isto o leva a ficar velho e feio muito depressa), outros vão aproveitar o momento de uma reportagem na TV sobre o assunto e suscitar o debate em casa.

O importante é que sejam os pais os agentes de conversar com seus filhos.

Informe-se. Não adianta dizer apenas que drogas são ruins, é preciso explicar como as drogas atuam no cérebro, criando um estado de fantasia que a princípio parece bom, mas que com o passar do tempo vai-se tornando uma situação insuportável, causando os mais diversos tipos de prejuízos.

Posicione-se perante os aspectos mais polêmicos; conheça os valores e os amigos de seus filhos; participe e saiba o que a escola está fazendo na prevenção do uso de drogas; examine sua própria conduta (pais que fumam e bebem exageradamente podem encontrar constrangimento na hora de abordar o assunto); seja sincero – não responda perguntas sobre as quais não conhece a resposta.

Prevenir, enfim, ainda é o melhor remédio.

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giovani iemini
sexta-feira, julho 24 2009 - 09:51
drogas
eita site maniqueísta e simplório. vcs são religiosos? anti-aborto? capitalistas? achei tudo de ruim...
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